Veja aqui
Senta aqui, vamos bater um papo real sobre o que está fazendo o preço do metro quadrado disparar em lugares que, há dez anos, ninguém dava nada. Se você ainda avalia um imóvel apenas pela quantidade de quartos ou pelo acabamento da bancada da cozinha, sinto dizer, mas você está olhando para o lado errado da moeda. O jogo mudou. A bola da vez é a “cidade de 15 minutos”. Esse conceito, que parece papo de urbanista de universidade europeia, virou o maior motor de valorização imobiliária que eu vi nas últimas décadas.
A ideia é simples: você deveria conseguir resolver sua vida — trabalho, academia, escola dos filhos, mercado e lazer — em apenas 15 minutos de caminhada ou pedalada. O fim da era dos “bairros dormitório” Antigamente, o sonho de consumo era aquela casa enorme em um condomínio afastado, onde o silêncio só era quebrado pelo barulho do portão eletrônico. O problema? Você virava escravo do carro. Hoje, o perfil de compradores de imóveis, especialmente a geração que está chegando aos 30 ou 40 anos com poder de compra, não aceita mais perder duas horas no trânsito para comprar um litro de leite.
Isso criou um fenômeno interessante no mercado: imóveis compactos em bairros de uso misto estão valorizando muito mais do que mansões isoladas. Quando o prédio tem um café no térreo e uma farmácia na esquina, o valor de revenda sobe organicamente. A conveniência deixou de ser um bônus e virou o item número um do checklist.